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O adûnaic, também escrito adûnaico ou adunaico, "idioma do Oeste") é uma língua artística criada por J.R.R. Tolkien para os habitantes da ilha de Númenor, a oeste da Terra Média. A partir de quando os númenoreanos fundaram colônias comerciais e fortalezas na Terra Média, sua língua evoluiu e se misturou com idiomas locais, passando a se chamar adûni, ou seja, "ocidental", também conhecida como westron ou Língua Comum.

Seu léxico continha muitos empréstimos das línguas élficas, mas sua gramática se assemelhava mais à do khuzdûl, a língua dos anões. Tolkien escreveu só umas poucas frases e palavras soltas em adûnaic, mas desenvolveu sua gramática no "Informe Lowdham", parte da obra Os papéis do Notion Club, publicada depois de sua morte por seu filho Cristopher.

Historia (ficcional)[]

No final da Guerra da Cólera, os Valar fizeram surgir uma ilha das profundezas do Oceano para os sobreviventes dos Edain. A maior parte deles eram membros da Casa de Hador e foi o seu idioma que originou o adûnaic. Durante a estada em Beleriand, já havia recebido léxico do sindarin ao chegar à ilha foram acrescentadas palavras e construções do quenya e do telerin de Tol Eressëa.

O adûnaic era a língua quotidiana dos númenoreanos e o sindarin também era amplamente usado ou ao menos compreendido, enquanto o quenya era a língua usada em documentos oficiais e textos eruditos. Deste modo, os idiomas élficos tiveram uma influência constante no desenvolvimento do adûnaic ao longo dos mais de três milênios de existência da ilha.

Quando os númenoreanos começaram a invejar a imortalidade dos elfos, começou a diminuir a estima por suas línguas e o adûnaic começou a ganhar terreno. O primeiro rei de Númenor que abandonou o costume de usar um nome quenya foi Ar-Adûnakhor, embora nos registros esteja escrito Tar-Herunúmen. Ambos os nomes significam "Senhor do Ocidente" (os prefixos ar e tar querem dizer "rei") e aqueles que mantinham a amizade com os Eldar os consideraram uma blasfêmia contra os Valar. Seu tataraneto tentou emendar a situação e usou o nome élfico Tar-Palantir, "o que vê longe", junto a seu nome adûnaic Ar-Inziladûn, "flor do Oeste".

Não obstante, seus descendentes voltaram a preferir o adûnaic e a proibir o uso dos idiomas élficos. Quando o último rei Ar-Pharazôn levou Sauron a Númenor, a situação das línguas élficas piorou ainda mais e, portanto, foi a época de maior uso da língua adûnaic. Em algumas versões da história, os númenoreanos só falavam sindarin e foi Sauron quem "reviveu" a língua que seus antepassados haviam falado antes de encontrar os elfos.

Os sobreviventes da Queda de Númenor usavam na maioria o sindarin, pois o adûnaic era o idioma favorecido pelos reis soberbos que acabaram por provocar a destruição de sua ilha. Não obstante, quando se encontraram com os descendentes das colônias estabelecidas na Terra Média, tiveram de aprender a variante de adûnaic que estes falavam e que logo deu lugar à Língua Comum.

Referências[]

  • Adûnaico - la lengua vernácula de Númenor [1]
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