Conlang
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Chama-se empréstimo a adoção de formas numa língua em função de seu contato com outras.

Os empréstimos podem ser:

  • externos, quando provêm de línguas estrangeiras vizinhas ou não - em português, mantilha, pudim e estepe (paisagem) são empréstimos do espanhol, do inglês e do russo, respectivamente;
  • internos, quando provêm da própria língua, dos vários registros que ela apresenta: escrita, literária, rústica, dialetal, gíria etc. - em português, por exemplo, michar e micharia vêm da gíria dos ladrões.

Quanto à natureza, os empréstimos podem ser:

  • culturais, quando abrangem todas as aquisições que uma língua faz em virtude de relações políticas, comerciais ou culturais com outros povos; e
  • íntimos, quando resultam da coexistência de dois idiomas no mesmo meio topográfico e social.

As formas emprestadas podem ser fonemas, morfemas, tipos sintáticos e vocábulos. Os empréstimos de fonemas e morfemas são raríssimos, as construções enquadram-se entre os decalques. O grosso dos empréstimos é vocabular, por ser o léxico a parte da língua mais vulnerável às influências estranhas.

Referências[]

Borba, Francisco da Silva. Pequeno vocabulário de lingüística moderna. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1976.

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