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Lingua analítica ou isolante é uma língua na qual a maior parte dos morfemas são livres, são palavras com significado próprio. Pelo contrário, numa língua sintética as palabras compõem-se de morfemas aglutinados ou fundidos para denotar seu caráter sintático.

O mandarim é o exemplo mais clássico de lingua analítica. Por exemplo:

Todos os meus amigos querem comer ovos.
朋友
de péngyou men dōu yào chī dàn
Eu possessivo amigo plural todo querer comer ovo


Tal como se observa no exemplo, quase sempre uma sílaba corresponde a um conceito. Já o português emprega vários sufixos para marcar, por exemplo, número/-s/ e género /-o-/ em substantivos e determinantes; pessoa em determinantes e verbos; assim como no verbo marcam aspecto, número, modo e tempo.

Além do mandarim e demais línguas chinesas, há muitas outras línguas analíticas no Sudeste Asiático, como o tai e o vietnamita. Várias línguas construídas são também analíticas, mais notadamente a Interglossa, a Glosa, o Europeano e o Frater.

Características das linguas analíticas[]

A ordem das palavras nas línguas analíticas é governada por regras sintáticas muito estritas e elaboradas, pois as palavras não contam con marcas morfológicas para mostrar o seu papel sintático. Por exemplo, o mandarim e o inglês usam a ordem das palavras para mostrar a relação sujeito-objeto. O mandarim também emprega a ordem das palavras para mostrar se um artigo é determinado ou indeterminado, a relação entre rema e tema, o papel dos advérbios (se são descritivos ou contrastivos) etc.

Ademais, as linguas analíticas dependem bastante do contexto e de consideracións pragmáticas para interpretar a informação da oração, já que não especificam a concordancia e referencialidade entre distintas partes da oração no mesmo grau que as sintéticas.

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